segunda-feira, 8 de abril de 2013

Você bordou em mim uma delicadeza que antes eu não tinha... uma vontade de fazer tudo arrumadinho, tudo tão bem feito pra te agradar. Deu uns sorrisos à toa pros meus dias. De vez em quando, me deu uns chorinhos de alegria, de pensar na beleza que a gente transborda, cultivando esse sentimento tão cheio de luz... Você deu uma trilha sonora bonita pra minha rotina. Você me deu carinho com seu toque, com sua voz  mansinha, com sua risada, com seu olhar doce. Você me deu o amor mais verdadeiro que eu pude experimentar. Brigada, honey :')
W <3

segunda-feira, 18 de março de 2013

Meu espaço


Duas luas suas
No teu rosto, moreno universo
Olham nos dois sóis
Do meu rosto, claro dia
Vou te enxergando,
E descobrindo tanta luz...
Quando notei,
Meus dois sóis
Já eram sóizinhos, pequeninos,
Iluminados pelo brilho
Das tuas nebulosas,
Teus cometas, tuas galáxias,
Tuas estrelas,
Teu moreno,
Moreno universo.

W <3

quinta-feira, 7 de março de 2013

Curita

A calçada curitibana
cheia de pisos,
traços,
rachos,
passos, apressados,
baixos, altos.
Folhas que caem
secas, e agora já voam
molhadas pelo chuvisco repentino.
Sombra, chuva,
Sol, chuva,
Guarda, chuva,
pingos, pingos, pingos,
gotas, ículas,
gotículas.
Centro, cheio, cheiro
de xixi,
pastel,
fumo,
fumaça,
carcaça
do trabalhador,
que corre em disparada
pra pegar seu ligeirão.
Ligeiras pisadas.
Parando, sentando, sentindo
os fótons de cores e almas e luzes
que por aquele
banquinho de praça
sentaram, pararam, sentiram.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Hora paradoxal no táxi de volta pra casa

Angústias febris de uma hora paradoxal - completamente paradoxal e confusa. 1) Certezas e incertezas tão duvidosas! Tudo é duvidoso: o futuro graciosamente prega surpresas constantes; ainda que se saiba explicitamente o que se sente hoje.. já se transforma amanhã. Ou não. 2) Inveja da simplicidade dos bilhões de falantes e vontade de falar junto, mas desprezo aos termos sempre comuns, rotineiros, aqueles que todos conhecem por monótonos. Algo parecido com um ego por se sentir diferente perante o clichê, mas a certeza da própria efemeridade diante do universo. 3) Não compreender nada, saber que tudo não passa de uma metamorfose tão complexa e tão normal ao mesmo tempo! 4) Sentir vontade de não sentir vontades. Sentir vontade de ser uma estrela, ou uma árvore, ou uma cascata. E estar ali, tão abundante e natural. Distante de perguntas. Da necessidade de funções prestativas, do intelecto pensante. Vontade de não questionar tanto e, por um instante ou mais, existir da forma mais pura, mais principal e bruta.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Longe

http://www.youtube.com/watch?v=018aDXtUSM4

  As paredes tinham tinta avermelhada e quadros velhos. Eles mostravam tempos gostosos de um passado jovem e avivado. Mostravam sorrisos largos, bares cheios de amigos, beijos pelas praias afora. Quadros. Espalhavam-se pela sala, pelo quarto, sala de jantar, corredores. Do chão repleto de almofadas fofas e revistas abertas, levantou Valentina. A medida que a moça percorria seu pequenino apartamento, a noite crescia; sem estrelas, logo viria chuva.
  Fitava cada foto com uma sensação esquisita no peito. Onde foi parar todo aquele colorido? Parecia que não estivera alguma vez fazendo parte dele. Sentiu saudade. Solidão. Angústia. Fechou-se pra sua singularidade. Tornou-se a foto preta e branca - única e distante.

domingo, 14 de outubro de 2012

Vivia entre as árvores altas. Sua cabana era feita de panos translúcidos, com diversas estampas. Os lençóis que formavam as paredes laterais eram de um floral velho e miúdo, enquanto que os do teto misturavam-se em xadrezes largos e outros menores. Porém, nenhum impedia que Vivian contemplasse o bordado das estrelas, nem as folhas secas pousando no chão fluidamente, nem a entrada dos feixes de raios entre os galhos, pela manhã.
Naquele fim de tarde, como de costume, a menina pôs-se a dançar sobre o chão repleto de folhas coloridas, vindas da magnífica natureza que a cercava. A música era feita do som das goteiras, dos pássaros e de seus passos suaves. Bailarinava, bailarinava... E quando o céu cobriu-se de um escuríssimo azul, retornou  ao seu abrigo. Sua pequena, sozinha casa.
Eram semanas de solidão exacerbada. Uma tristeza tomou-lhe de repente.
Vivian guardou suas lágrimas noturnas em uma cumbuca pequena, feita de barro. No outro dia, com elas, regou uma muda.
Da tristeza da moça, brotou uma flor.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Quero viver numa casinha pequena, perto do vento, do verde e da água. Discos na sala, livros no quarto, árvores no pátio. Quero dançar todas as belas canções com alguém que me tenha um amor calmo e repleto de risos. Quero acordar e poder preparar, no café da manhã, algumas frutas doces e baguetes quentinhas com manteiga derretida. Quero um espaço miúdo, aconchegante, que aproxime quem por lá estiver.