Vivia entre as árvores altas. Sua cabana era feita de panos translúcidos, com diversas estampas. Os lençóis que formavam as paredes laterais eram de um floral velho e miúdo, enquanto que os do teto misturavam-se em xadrezes largos e outros menores. Porém, nenhum impedia que Vivian contemplasse o bordado das estrelas, nem as folhas secas pousando no chão fluidamente, nem a entrada dos feixes de raios entre os galhos, pela manhã.
Naquele fim de tarde, como de costume, a menina pôs-se a dançar sobre o chão repleto de folhas coloridas, vindas da magnífica natureza que a cercava. A música era feita do som das goteiras, dos pássaros e de seus passos suaves. Bailarinava, bailarinava... E quando o céu cobriu-se de um escuríssimo azul, retornou ao seu abrigo. Sua pequena, sozinha casa.
Eram semanas de solidão exacerbada. Uma tristeza tomou-lhe de repente.
Vivian guardou suas lágrimas noturnas em uma cumbuca pequena, feita de barro. No outro dia, com elas, regou uma muda.
Da tristeza da moça, brotou uma flor.
domingo, 14 de outubro de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Quero viver numa casinha pequena, perto do vento, do verde e da água. Discos na sala, livros no quarto, árvores no pátio. Quero dançar todas as belas canções com alguém que me tenha um amor calmo e repleto de risos. Quero acordar e poder preparar, no café da manhã, algumas frutas doces e baguetes quentinhas com manteiga derretida. Quero um espaço miúdo, aconchegante, que aproxime quem por lá estiver.
domingo, 22 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Desabafo das 22:43
"É melhor ser alegre que ser triste; alegria é a melhor coisa que existe, é assim como a luz no coração... mas pra fazer um samba com pureza, é preciso um bocado de tristeza, é preciso um bocado de tristeza, se não, não se faz um samba não."
Mas essa coisinha faz um puta vazio, de vez em quando. Coisinhas. Provocam um estrago danado, e quando a gente vê, já passou. E é assim a vida. Uma alegria cá, uma mágoa acolá... e de repente, puft. Some tudo. E vem o vazio. E vem desabafo.
Acho que no fundo, eu até gosto.
Mas essa coisinha faz um puta vazio, de vez em quando. Coisinhas. Provocam um estrago danado, e quando a gente vê, já passou. E é assim a vida. Uma alegria cá, uma mágoa acolá... e de repente, puft. Some tudo. E vem o vazio. E vem desabafo.
Acho que no fundo, eu até gosto.
domingo, 15 de abril de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Pôr-de-nós
Por trás dos morros, o céu bordava uma trança arroxeada, azul de leve. As pegadas na bordinha de areia molhada eram fundas; dignas de um passeio bem aproveitado. O casal de velhinhos por ali passara há minutos. De quando em vez, mergulhava uma gaivota aqui, outra acolá... Uma palheta enorme de cores e refrescos, naquela ilhazinha.
De repente, vi tua silhueta chegando mais pra perto, trazendo um laranja estonteante, que se espalhava pelo firmamento. Seis da tarde. Também trouxe um sorriso meu. Aquele de canto, que eu sei que tu gosta. A lua crescia. Encontramo-nos.
Pôr-de-nós.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Perfumes
Por ser complicado encontrar a real essência das pessoas, vou me resumindo às minhas poucas e originais fragrâncias: os amigos. Têm aquele raro cheirinho de incenso de rosa branca, ou qualquer outra coisa assim: sutil e maravilhosa.
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