sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Manhã docinha

  Sábado. Desceu para o café. Na mesa, algumas panquecas acompanhadas de mel e um bom capuccino. A menina cortava uma melancia. O cheiro da chuva fundiu-se com o incenso. Deliciosamente, Juliana inspirou. E de novo, e de novo. Viver ficou mais gostoso, naquele minuto. A garoa cantava lá fora. Esquentou as mãos na fumaça da chaleira. E suspirou; que cheirinho bom!
  -- Melhor que ar puro.

Brrr

Uma coceira na nuca. Uma barba ralinha. Um nariz bem feito. Um fio de cabelo ruivo fazendo cócegas. Uma covinha. Uma falha no canto da sobrancelha. Uma imagem da noite passada. Um arrepio.