domingo, 20 de janeiro de 2013

Hora paradoxal no táxi de volta pra casa

Angústias febris de uma hora paradoxal - completamente paradoxal e confusa. 1) Certezas e incertezas tão duvidosas! Tudo é duvidoso: o futuro graciosamente prega surpresas constantes; ainda que se saiba explicitamente o que se sente hoje.. já se transforma amanhã. Ou não. 2) Inveja da simplicidade dos bilhões de falantes e vontade de falar junto, mas desprezo aos termos sempre comuns, rotineiros, aqueles que todos conhecem por monótonos. Algo parecido com um ego por se sentir diferente perante o clichê, mas a certeza da própria efemeridade diante do universo. 3) Não compreender nada, saber que tudo não passa de uma metamorfose tão complexa e tão normal ao mesmo tempo! 4) Sentir vontade de não sentir vontades. Sentir vontade de ser uma estrela, ou uma árvore, ou uma cascata. E estar ali, tão abundante e natural. Distante de perguntas. Da necessidade de funções prestativas, do intelecto pensante. Vontade de não questionar tanto e, por um instante ou mais, existir da forma mais pura, mais principal e bruta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário